GÂMBIA - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS


GEOGRAFIA: Área: 11.295 km². Hora local: +3h. Clima: equatorial. Capital: Banjul. Cidades: Serekunda (115.600), Brikama (45.400), Banjul (55.400), Bakau (40.000), Farafenni (24.000) (2011).

POPULAÇÃO: 1,6 milhão (2011); nacionalidade: gambiana; composição: mandingas 42%, fulanis 18%, ulofes 16%, jolas 10%, seraulis 9%, outros 5%. Idiomas: inglês (oficial), mandingo, fulani, ulof. Religião: islamismo 86,9%, crenças tradicionais 7,8%, outras 4,7%, sem religião 0,6%.

RELAÇÕES EXTERIORES: Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU, UA. Consulado Geral Honorário: Tel. (11) 3819-3866, fax (11) 3819-4420 – São Paulo (SP; e-mail: g.agricola@dermet.com.br.

GOVERNO: República presidencialista. Div. administrativa: 8 regiões. Partidos: Aliança para Reorientação e Construção Patriótica (APRC), Democrático Unido (PDU), Progressivo do Povo (PPP), do Povo de Gâmbia (GPP), da Convenção Nacional (NCP). Legislativo: unicameral – Assembléia Nacional, com 53 membros. Constituição: 1997.

Banjul
Menor país da parte continental da África, Gâmbia é quase totalmente envolvida pelo Senegal. Ocupa estreita faixa de terra, com cerca de 40 quilômetros de largura e 322 de extensão, ao longo do rio Gâmbia. Grande parte do território é coberta por savanas. As praias e os parques de animais, como a Reserva Natural Abuko, próxima à capital, Banjul, impulsionam o turismo, uma das principais atividades econômicas do país. A agricultura se baseia no cultivo de amendoim, o principal produto de exportação. Gâmbia não gera empregos em número suficiente para atender às necessidades internas. Por isso, há forte emigração para os países vizinhos.

HISTÓRIA
Antes da chegada dos portugueses à região, em 1455, o vale do rio Gâmbia é ocupado pela etnia mandinga, subordinada ao império Mali. Controlavam o comércio costeiro e atingiram grande desenvolvimento econômico e cultural. Em 1618, Portugal vende seus direitos sobre a região à Inglaterra, que ali estabelece um entreposto de escravos. As fronteiras com o Senegal (possessão francesa) só se definem em 1889, depois de muitos conflitos. O país obtém a independência em 1965. Em 1970, um plebiscito instaura a república, e Dawda Kairaba Jawara, primeiro-ministro desde 1960, torna-se presidente, reelegendo-se sucessivamente. Em 1982, a nação une-se ao Senegal e constitui uma confederação, a Senegâmbia, dissolvida em 1989.

Golpe militar - Um golpe militar liderado pelo capitão Yahya Jammeh depõe Jawara em 1994 e dissolve os partidos políticos. Estados Unidos, Japão e União Européia suspendem a ajuda ao país. Um projeto de Constituição elaborado pelo governo é aprovado em plebiscito em 1996. No mesmo ano, o Decreto Presidencial 89 autoriza o funcionamento de partidos, mas veta os que integraram o governo antes de 1994. Jammeh cria um partido, a Aliança para Reorientação e Construção Patriótica (APRC), e renuncia ao Exército para concorrer à Presidência como civil, sendo vitorioso no pleito. A APRC vence também as eleições legislativas de 1997, ano em que entra em vigor a Constituição. Inicia-se o período batizado de Segunda República. Em 2000, o governo enfrenta denúncias de desvio de dinheiro público para uma conta anônima na Suíça. Jammeh nega envolvimento.

Em 2001, Jammeh revoga o Decreto 89 e permite a participação de todos os partidos nas eleições presidenciais de outubro. Nelas, o presidente é reeleito para novo mandato de cinco anos, com 53% dos votos. Nas eleições legislativas de 2002, boicotadas pela oposição, a APRC obtém 45 das 48 cadeiras em disputa. No mesmo ano, Jammeh permite a volta do ex-presidente Jawara após oito anos de exílio. Em fevereiro de 2004, o presidente anuncia a descoberta de importantes reservas de petróleo sob o mar, na plataforma continental de Gâmbia.

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