SENEGAL - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS


GEOGRAFIA – Área: 196.722 km². Hora local: +3h. Clima: tropical árido e semi-árido. Capital: Dacar. Cidades: Dacar (2.150.000) (aglomeração urbana), Thiès (250.000), Kaolack (220.000), Rufisque (200.000) (aglomeração urbana), Ziguinchor (199.000), Saint-Louis (150.000) (2011).

POPULAÇÃO – 11,2 milhões (2011); nacionalidade: senegalesa; composição: ulofes 44%, fulanis 23%, sereres 15%, diolas 6%, mandingas 5%, outros 7%. Idiomas: francês (oficial), línguas regionais (principais: ulof, fulani, serere, diola). Religião: islamismo 87,6%, crenças tradicionais 6,2%, cristianismo 5,5% (católicos 4,7%, outros 0,9%), sem religião 0,4%, bahaísmo 0,2%. Moeda: franco CFA.

RELAÇÕES EXTERIORES – Organizações: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, UA. Embaixada: Tel. (61) 223-6110, fax (61) 322-7822 – Brasília (DF); e-mail: senebrasilia@bol.com.br.

GOVERNO – República com forma mista de governo. Div. administrativa: 10 regiões. Partidos: Democrático Senegalês (PDS), Aliança de Forças do Progresso (AFP), Socialista do Senegal (PS), União pela Renovação Democrática (URD). Legislativo: unicameral – Assembléia Nacional, com 120 membros. Constituição: 2001.

 Dacar

Localizado na costa oeste da África, o Senegal ocupa uma planície semi-árida, coberta por savanas e irrigada por três grandes rios: Senegal, Gâmbia e Casamance. De forte influência francesa, a capital senegalesa, Dacar, fica no ponto mais ocidental do continente. O turismo ganha força, graças à diversidade da fauna, em especial de pássaros. O país exporta pescado e amendoim. A população do Senegal segue uma forma particular de islamismo, baseada nos ensinamentos do asceta Amadou Bamba. Milhares de peregrinos visitam anualmente sua sepultura na cidade sagrada de Touba.

HISTÓRIA
Islamizada por comerciantes árabes no século XI, a região abrigou dois grandes impérios africanos, o Mandingo e o Ulof. Os franceses chegam ao território no século XVII e transformam-no em colônia em 1854. A rendição do último sultanato negro, em 1893, consolida a hegemonia da França. O Senegal tem seu primeiro governo soberano em 1958. No ano seguinte, a nação se une ao Sudão Francês (atual Mali) e forma a Federação do Mali, mas em 1960 declara independência. O escritor e poeta Léopold Sédar Senghor é o primeiro presidente e reelege-se sucessivas vezes, com o Partido Socialista do Senegal (PS), único legal até 1974. Senghor se aposenta em 1980 e é sucedido por Abdu Diúf (PS), que se elege presidente em 1983 e é reeleito em 1988 e 1993.

Novo presidente – Nas eleições de 2000, Abdoulayé Wade, do Partido Democrático Senegalês (PDS), derrota Diúf e é eleito presidente, prometendo manter o programa de reformas econômicas negociadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Desde 1982, o Movimento das Forças Democráticas de Casamance (MFDC) luta pela independência da região de Casamance, que fica ao sul da Gâmbia. Apesar de acordos de cessar-fogo em 2000 e 2001, os combates prosseguem.

Em 2001, uma nova Constituição é aprovada em plebiscito. Madior Boye torna-se primeira-ministra, e, nas eleições legislativas, a coligação liderada pelo PDS conquista 89 das 120 cadeiras. O naufrágio de um navio, que ia de Ziguinchor a Dacar, matando 1,8 mil pessoas, abala o país em 2002. Como o barco estava superlotado e houve negligência no socorro, o governo é acusado, e Boye renuncia. Wade nomeia Idrissa Seck (PDS) primeiro-ministro. Em 2003, o MFDC declara encerrada a luta separatista em Casamance. Em 2004, o MFDC substitui em sua liderança o já idoso fundador Augustine Senghor por Jean-Marie Biagui. Meses antes, em abril, o presidente Wade havia nomeado, como novo primeiro-ministro, o ex-secretário de Estado Macky Sall.

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