INFECÇÃO HOSPITALAR

Doença infecciosa adquirida durante contato com o ambiente hospitalar que se manifesta após 48 horas. Pode ser provocada por bactérias, fungos, protozoários e vírus. Entre as principais causas estão o grande número de pacientes hospitalizados com baixa capacidade imunológica, como recém-nascidos e idosos, e o uso crescente de técnicas de terapia e diagnóstico que favorecem a invasão, o desenvolvimento e a disseminação de micróbios nos pacientes (como cateterismo e cirurgia). Outros motivos são a insuficiência de pessoal, a falta de treinamento adequado das equipes hospitalares na prevenção de infecções e o uso indiscriminado de antimicrobianos, medicamentos que agem contra os micróbios. A infecção hospitalar contribui para a mortalidade de pacientes internados, o prolongamento da permanência em hospitais e o aumento dos custos da assistência médica. Nos anos 40, antes do uso sistemático de antimicrobianos, os principais agentes causadores eram as bactérias Streptococcus hemolíticos. Dos anos 40 aos 60 eram os estafilococos e, nos anos 80, as Salmonellas e Klebsiellas. Desde então se destacam os microrganismos de hábitat intestinal (como as enterobactérias e a Pseudomonas aeruginosa), germes anaeróbios (como o Bacteroides fragilis), estafilococos e fungos. O desafio atual é o combate aos microrganismos resistentes a todos os antimicrobianos disponíveis. Segundo o Ministério da Saúde, as infecções hospitalares atingem cerca de 3% a 10% dos pacientes internados, somando em média 750 mil novos casos por ano. Nos hospitais públicos, o índice de infecção é de 18,4%; nos privados, de 10%. Nos hospitais, a unidade de tratamento intensivo neonatal registra a maior incidência, 46,9%, seguida da pediátrica, com 32,9%.

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